segunda-feira, novembro 28, 2005

Boas.

Hoje idióticamente banal.

Desperspectivado.

O sempre que volta e renega o efectivo.

E em redor, meandros de gente que se escreve e requinta igual, com convicção comportamental instantânea, destruindo ameaças de inadvertida realidade e denegrindo as cores dos casebres alheios e espíritos independentes.

E sorrisos que se fecham, por túneis de ecos assustados. Condecorações de abstinência verbalizada em faces comuns, desfiguradas e invísiveis no mundo contrário por imaginar. Clara e apressada incompreensão fulgurante, asmática no refutar da doença.

Por tradições redescobertas farsas, nado em contra-corrente evitando redimir-me de religiões livres, em verdade. Evitando vangloriar por força de agregados, evitando empalhar a presença, evitando recair no terramoto mentiroso.

Sem empunhar parâmetros de condição quantitativa, referi-os após mais um desenlace. A partilha pontual, com a ressalva de o ser. Sem presságios nem intuitos de Lei.

Ainda, algum receio, alguma lágrima, pelo que rompe, pelo que escorre, pelo que a Natureza não se inibe de vetar. O sangue nas veias por envenenar dócil. O desterro de ideias, tragédias periódicas na transpiração de células a pouco desporto.

O multicolor a cinzento.

Contracção determinante e afónica de noções de mal denso, com a ligeireza que esperneia em torno do abraço indesejável.

Chamem-se-lhe nomes grandes.. Pompeia, demência, inspiração lunar..

O chamamento - a arma do povo cantante.

E mais restos. E mais réstias - ou ainda me vão culpar de sexismo.

Ena. Até humor escolar já aqui faço. :D Qualquer dia, letras de mariah carey, e todo um universo pintado.

Agora claro, há que acabar com isto, em desarmonia, em tons de bah. Tem de ser. Vão-se foder se repudiam aquilo que não sabem. Vão-se foder se não querem saber de mais uma página bolorenta, de mais uma crónica de escura arte diluída em decepção, de enganadoras montras de aversão se vistas como tal - vão-se foder se não estão dispostos ao Erro.

Vão-se foder, e fiquem bem.

Eu vou fazer o que prometi. Tapar esta garrafa destilada de leitores quase palpáveis, incómodamente quase. Varrer um soalho incómodamente pegajoso de pervasividade feminina. Repetir o sono que amansa os muros. Roncar inconsciência até ao mais sagrado décibel. Entoar valas de incontinência enquanto trincheirados se preparam os lugares-comuns. E aos poucos, ganham terreno...

Qualquer dia serei vencido, e então cederei. Trabalharei dobrado para eles, viverei e conviverei como eles, serei um deles. Mas continuo a lutar e a lutar. Em escassez de armas, de forças, de alternativas capazes. Tenho-me a mim, e à liberdade de lutar. Anos a fio.

Enquanto se desenham pinturas rupestres em posts de pulsantes exageros caricaturas, soa a velha máxima, por ínfima que seja - a esperança é a última a morrer.